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Construir cuidando do bolso e do planeta

13 jul 2017

As soluções multicamada do Steel Framing dão eficiência energética e conforto para os usuários sem elevar os custos.

Toda construção deveria priorizar a qualidade de vida e a saúde das pessoas que vão habitá-las. Esse objetivo está relacionado a outro conceito igualmente importante: a economia de energia. Os dois aspectos têm relação direta com a metodologia escolhida para construir e os isolamentos, que são fundamentais para conseguir esses objetivos.

Um dos sistemas que reúne estas condições é o Steel Framing, composto por perfis normalizados de aço galvanizado leve, produzido a frio, e um sistema multicamadas de materiais que oferecem várias propriedades de isolamento (contra água, vento, calor e barulho). “Este conceito de multicamadas tem como resultado um desempenho diferenciado. Seu funcionamento adequado dependerá dos materiais escolhidos e da correta localização das camadas”, explicou o arquiteto Alejandro J. Viegas, diretor da Acero Perfil.

O Steel Framing permite cumprir as regulamentações de eficiência energética vigentes com menos da metade de espessura de uma parede de obra úmida com o mesmo desempenho. “Para igualar as características térmicas de uma parede de Steel Framing é preciso ter uma parede de alvenaria de um metro de largura”, disse Eugenio Mamarián, assessor e construtor especializado em Steel Framing.

“Cada material tem um coeficiente de condutividade térmica. Aplicando a metodologia de cálculo indicada na Norma IRAM 11.601 se obtém o coeficiente de transmitância térmica ‘K1 e seu oposto é o coeficiente de resistência térmica ‘R’, que permite comparar os desempenhos dos elementos da construção de acordo com os seus componentes”, explicou Viegas. A capacidade de resistir à passagem de temperatura será maior quanto mais alto for o ‘R’.

Reforma rápida e seca

Os especialistas afirmam que a construção a seco está dentro da faixa de maior eficiência porque foi concebida com esse objetivo, enquanto a obra úmida está entre os sistemas menos eficientes. Levando-se em conta, por exemplo, um projeto de 100 m2 em uma zona bioclimática IV como Bariloche, cidade fria no sul da Argentina, é possível estimar concretamente o rendimento dos sistemas. “Se comparamos as construções em Steel Framing com esquadrias com DVH e as de alvenaria e laje isolada em obra úmida tradicional, a economia energética é de cerca de 31.500 Kwh/ano, equivalente a 51% do consumo”, detalhou Viegas.

No sistema Steel Framing, a utilização eficiente dos recursos também abrange a mão de obra. Os prazos de “obra seca” caem para um terço em relação a uma construção úmida tradicional. “É possível construir uma moradia unifamiliar completa de 100 a 200 m2 em 90 dias”, afirma Mamarián. Devem ser somados 15 dias para realizar as fundações e o movimento de solos.

Além disso, a incidência de custos da mão de obra no Steel framing é de menos de 40%, enquanto na obra úmida atinge quase 50%.

Na hora de calcular os materiais para uma obra a seco é notável a redução da margem de desperdício. De acordo com Mamarián, é de cerca de 20% na construção úmida e de 5% na obra a seco. Por quê? “Uma placa de gesso padrão de 1,20m de comprimento por 2,40m de largura cobre 2,88 m2 e leva 40 parafusos. Isso tem uma margem mínima de erro”, disse o especialista.

Geração de trabalho

A criação de oportunidades de trabalho é outro valor a destacar do sistema. “Há mais de duas décadas são oferecidas atividades de capacitação profissional e de mão de obra. Nos últimos dez anos, participaram mais de 15 mil pessoas”, disse Viegas. Capacitar o operário para interpretar plantas, montar painéis e instalá-los na obra demanda quatro jornadas de oito horas.

Além disso, a pegada de carbono de uma parede de Steel Framing é, em média, 25% menor do que a de uma obra úmida tradicional. As estruturas de perfis de aço galvanizado utilizadas no Steel framing são 100% recicláveis e dentro dos componentes do sistema é o que gera maior CO2-eq (14 kg), enquanto o tijolo cerâmico gera 24 kg CO2-eq e o cimento e o cal 36 kg CO2-eq.

Fonte: jornal Clarín