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Foco em agregar valor e se diferenciar

21 jun 2016
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A Ternium agrega mais valor, se diferencia dos concorrentes e consolida seus mercados locais em um contexto difícil para o mercado mundial do aço, afirmaram os líderes da empresa no Dia do investidor 2016 em Nova York.

Financeiramente forte, a Ternium se consolida nos seus mercados locais para enfrentar as condições adversas do mercado do aço mundial geradas pela supercapacidade de produção e pela concorrência desleal, segundo afirmaram os principais executivos da empresa em um encontro com mais de 60 analistas especializados e investidores em Nova York.

“Neste contexto, a Ternium exibe resultados acima dos concorrentes porque continuamos nos concentrando em agregar valor e em nos diferenciarmos”, disse Daniel Novegil no evento 9º Dia do Investidor, realizado no museu Guggenheim de Nova York no dia 16 de junho.

Ao lado de Pablo Brizzio, CFO; Máximo Vedoya, Area Manager México; Martín Berardi, Area Manager Argentina; Oscar Montero, diretor de Planejamento e Operações; e Sebastián Marti, diretor de Relações com Investidores, Novegil analisou as principais diretrizes da estratégia da empresa globalmente e nos seus principais mercados nacionais na América Latina.

Comércio desleal

Com um mercado mundial que vai da globalização para a regionalização, a questão fundamental é se diferenciar, mas também se proteger da concorrência desleal, explicou Novegil. Nos últimos cinco anos dobrou o número de investigações comerciais iniciadas por ano contra a China no mundo (de 16 em 2010 para 35 em 2015), e na América Latina 75% dos casos em andamento apontam para o gigante asiático.

“Estamos vendo uma tremenda reação de muitos países que se opõem às práticas de comércio desleal da China”, disse Novegil. Ele citou ações nesse sentido do G-7, o grupo dos sete países mais industrializados, da União Europeia, assim como as altas tarifas impostas pelos Estados Unidos e pelo México aos produtos chineses comercializados em condições desleais.

Enquanto o consumo de aço na China continua caindo, agravando a situação de supercapacidade de produção, o setor retoma vigor no restante do mundo; com os Estados Unidos e o México como os principais promotores do crescimento no continente americano. A Argentina e o Brasil, dois mercados importantes para a Ternium, deverão esperar até 2017 para mostrar uma recuperação.

Solidez financeira

No encontro destacou-se também que a estratégia regional da empresa está respaldada por uma grande solidez financeira, que reduziu o nível de dívida de US$ 1,5 bilhão para US$ 1 bilhão no último ano, segundo Brizzio. Novegil comentou o impacto positivo para o desempenho da empresa dos programas desenvolvidos nos últimos anos focados em otimizar o capital de trabalho, melhorar custos logísticos e de terceirização, aumentar a eficiência energética e, mais recentemente, de melhora contínua. Ele também destacou os avanços feitos para obter uma maior integração com os clientes por meio dos sistemas.

Expansão no México

O México é hoje o principal mercado do aço da América Latina e o destino de 66% das vendas da Ternium. Vedoya explicou que a expansão industrial vai continuar e que a empresa continua se diversificando para atender as necessidades de um mercado que cresce não só na sua emblemática indústria automobilística, mas também nos setores de eletrodomésticos e construção.

“Os nossos clientes precisam cada vez mais de uma combinação de produtos e serviços mais sofisticados, e a Ternium é uma das poucas empresas do México que pode fazer isso”, disse Vedoya. E acrescentou que a empresa continua investindo para ampliar sua capacidade e atender as necessidades dos seus clientes industriais. A Ternium vai dobrar a capacidade de produção da Tenigal. Depois dos investimentos recentes, a planta de Churubusco está fabricando os produtos laminados a quente de maior valor agregado para a indústria automobilística. “Com esse investimento, não existe um produto de que esse setor precise que nós não possamos produzir”, afirmou o Area Manager.

Ele também mencionou o início das operações, em agosto, da Techgen, a central energética que a empresa está construindo em Pesquería junto com a Tenaris e a Tecpetrol, outras empresas do Grupo Techint. “Estamos terminando esse investimento no prazo e dentro do orçamento estabelecido. Será outra vantagem em comparação com os nossos concorrentes”, explicou.

Transição I: Argentina

Com o novo governo, a Argentina está em transição, explicou Berardi. Estão sendo tomadas medidas “na direção certa” para reorganizar a economia, e o processo tem “inevitáveis efeitos negativos no curto prazo”. Mas ele se mostrou confiante de que o mercado se encaminha para o crescimento em 2017.

“O setor agroindustrial, a infraestrutura, a energia e a mineração serão os motores do crescimento”, disse Berardi. A empresa também está gerando consciência sobre a concorrência desleal da China, não só no segmento do aço, mas também no restante da cadeia de valor. “Os nossos clientes também podem ser vítimas de dumping e por isso estamos atentos.”

Transição II: Brasil

O panorama mundial do setor e as dificuldades econômicas e políticas do Brasil fazem com que a principal economia da América Latina também viva um momento de transição.

Para a Ternium, a equação no Brasil tem um componente extra: o forte impacto da situação para a Usiminas, já que desde 2012 o Grupo Techint está entre os controladores da principal siderúrgica do país.